Acabei a leitura de #TheBluestEye, da autoria de #ToniMorrison. Que livro, gente! Que livro. Uau. Assim que terminei de lê-lo pensei: preciso compartilhar com o mundo! Então, vim correndo escrever uma resenha.
Vamos lá?
Através dessa obra – ao meu ver, fantástica – conhecemos Pecola, uma menina negra de 11 anos que vive nos Estados Unidos durante a década de 1940. Seu maior sonho é ter os olhos azuis, para, assim, deixar de ser feia. Preciso de uma pausa para enxugar os olhos. Só o resumo do enredo já me dá vontade de chorar.
Por meio da historia de vários personagens, acompanhamos não somente a vida de Pecola Breedlove, mas também as das norte-americanas negras da década de 40. Vemos como seus destinos eram pesadamente influenciados pela supremacia branca e pelo patriarcado, os quais obrigavam-nas a serem subservientes a quase todo o mundo e a se verem de acordo com os padrões caucasianos de beleza.
Nessa realidade extremamente preconceituosa e machista, a única coisa pior do que ser uma mulher negra era ser… uma menina negra. Pobre Pecola, calhou de ser justamente o elo mais fraco da corrente social. Devido à essa vulnerabilidade, a menina é abusada sexualmente por seu pai e acaba engravidando. E mesmo assim, tudo que ela deseja é ter olhos azuis…
Escrito de uma maneira engenhosa e expondo até por meio dos capítulos dedicados aos personagens masculinos as mazelas às quais as mulheres negras eram expostas, esse livro me fez chorar várias vezes, devido aos sofrimentos – ficcionais mas, mesmo assim, muito reais – que a pobre menina negra e feiosa foi obrigada a suportar. É interessante observar que essa obra é tida como pertence ao gênero Young Adult, no entanto, é uma leitura repleta de temas sérios e tristes.








